Bringing The Farm To Live In Another World - Capítulo 33

Tradutor: Imperatriz Devaneio | Editor: Imperatriz Devaneio

Capítulo 33 – Inspiração Repentina


Os escravos estavam ocupados, mas havia sorrisos em seus rostos. Aqueles sorrisos estavam cheios de esperança pela vida, o que os fazia parecer enérgicos, com os dias à frente parecendo promissores.

Zhao Hai não pôde deixar de sorrir. Ele caminhou até onde os talos de milho estavam empilhados e colocou a parte dos talos de hoje em cima deles.

Zhao Hai não sentia vontade de manter suas capacidades escondidas dos escravos, porque eles eram marcados, e seus destinos foram amarrados junto com os da família Buda. Não havia necessidade de mantê-los no escuro.

Os escravos gradualmente se acostumaram com as várias exibições de Zhao Hai, então eles não tiveram muita reação, mesmo quando Zhao Hai trouxe tantos talos de milho.

Zhao Hai falou com uma escrava que estava segurando um monte de talos de milho: “Estes podem ser colocados no chão ou fazer fogo, mas lembre-se de não causar risco de incêndio. Além disso, esses talos ainda têm umidade neles. É melhor secá-los sob o sol antes de usá-los.”

A escrava e os outros obedeceram, mas eles não se ajoelharam dessa vez. Parecia que Meg conseguiu se comunicar com eles sem problemas.

Na verdade, o palpite de Zhao Hai estava errado. Não foi por causa de Meg. Ela pode ser a neta do mordomo da família Buda, mas sua posição era tão alta em relação a outros plebeus que ela não conseguia se dar bem com eles. Naturalmente, isso significava que ela não conseguia se comunicar bem com os escravos, que eram ainda mais baixos que os plebeus.

A razão pela mudança dos escravos foi por causa de Ju. Ju tinha sido escrava por alguns anos e foi marcada pela família, mas teve seu status de plebéia restaurado por Zhao Hai. Aos olhos dos escravos, Ju estava muito mais próxima deles do que Meg.

A maior razão de tudo foi porque Ju ainda trabalhava e ria com eles, então os escravos a aceitaram mais.

Os escravos eram a classe mais baixa das pessoas no continente, que às vezes nem sequer se comparavam a um cão de seus mestres. Houve um boato de que quando o cachorro de uma família nobre morreu, 100 escravos foram mortos em um ataque surpresa. Quão mais baixo os escravos poderiam descer? Era por isso que os escravos tinham uma cautela muito forte em relação a alguém de status mais altos ou relacionados a um, e nunca acreditavam neles também.

O caso de Ju era especial. Ela era uma escrava também, mas uma que teve seu status mais comum restaurado. Ju sempre foi honesta e sociável com os escravos, então eles a aceitaram muito rapidamente.

Quando as mulheres se juntam, elas conversam. Com os escravos era a mesma coisa. Ju não tinha razão para manter algo escondido deles, então ela falou sobre si mesma. Os escravos ficaram muito surpresos, pois não esperavam que Zhao Hai fosse tão sociável.

Ju sabia por Meg que Zhao Hai não gostava de pessoas se ajoelhando na frente dele sem motivo, então Ju esclareceu isso para os escravos. Com o desempenho recente de Zhao Hai, os escravos baixaram suas guardas, de modo que não se ajoelharam mais em sua presença.

Para ser honesto, uma pessoa moderna ainda não se acostumaria com as pessoas de joelhos todos os dias, mesmo depois de herdar as memórias de Adam. Ele só podia aceitar o que estava acontecendo para evitar que Maylin e Greene falassem por suas costas. Zhao Hai estava ainda mais à vontade agora que os escravos não ficavam de joelhos toda vez que o viam.

Zhao Hai seguiu Maylin até o pátio. Meg e os outros tentaram fazer as formalidades, mas ele fez um gesto para que parassem. Ele próprio andou até um lugar vazio e colocou uma pedra dentro do depósito no espaço.

Zhao Hai observou Meg e os escravos fazendo esteiras de grama. Era evidente que os escravos eram adeptos a isso, como eles faziam mais coisas em suas vidas. Mesmo aqueles que não sabiam como fazê-lo, aprenderam muito rapidamente. Meg, por outro lado, era mais desajeitada em comparação.

Meg estava no chão, cercada por mais fardos de grama do que cada um dos escravos. As gramas quase a cobriram completamente.

Zhao Hai não pôde deixar de lembrar de uma certa frase tendo essa visão: pegando emprestado flechas usando barcos de palha. Era como Zhuge Liang usava espantalhos disfarçados de soldados para ficar na frente dos barcos, com soldados de verdade pilotando os barcos por trás e conseguindo muitas flechas. Espere um minuto. Barcos de palha!

Zhao Hai bateu as palmas uma vez, pois ele sabia o que usar para fazer barcos: grama. Ele lembrou que na Terra, havia alguém no noticiário que usara grama para fazer um barco para atravessar o Oceano Pacífico. Não se sabia se o louco teve sucesso, mas pelo menos uma coisa foi confirmada: gramas poderiam ser usadas para fazerem barcos!

Zhao Hai estava tão animado com o pensamento que ele andava de um lado para o outro em círculo por muitas vezes. Isso assustou muito Maylin, que estava ao lado dele. Ela perguntou a Zhao Hai: “Jovem mestre, jovem mestre, o que está errado?”

Zhao Hai voltou à realidade com a voz de Maylin. Ele olhou em volta e notou que todos estavam olhando para ele. Ele ficou envergonhado com isso, então ele respondeu: “Vovó Maylin, diga a Meg e Ju para virem para a sala de estar. Eu tenho algo para elas.” Ele caminhou apressadamente para a sala de estar do castelo depois disso.

Maylin não sabia o que Zhao Hai ia fazer, mas ela sabia que deveria ser algo bom que Zhao Hai havia inventado. Sem mais delongas, ela chamou Meg e Ju.

Zhao Hai passeava pela sala de estar, enquanto esfregava a própria testa por hábito. Ele parou uma vez que ouviu passos. Maylin, Meg e Ju chegaram.

Zhao Hai assentiu. “Sentem-se. Eu tenho algo a dizer.” As três ficaram na frente dele sem se sentar.

Zhao Hai sorriu e se sentou. Então ele acenou com a mão e disse: “Por favor, sentem-se.” As três finalmente sentaram, mas Ju sentou-se mais longe dele com a cabeça abaixada.

Zhao Hai falou: “Eu acabei de ter uma ideia. O que precisamos agora é de um barco. Vovó Maylin, aquela terra no vale precisa ser atendida, mas agora, temos muito poucos recursos e não podemos fazer um barco. Quando vi Meg fazendo um tapete de grama, isso veio a mim. Podemos usar grama para fazer um barco?”

Maylin e Meg ficaram estupefatas, enquanto até Ju levantou a cabeça. Foi a primeira vez que elas ouviram falar sobre um barco sendo feito de grama.

Maylin perguntou indecisa: “É realmente plausível, jovem mestre?”

Zhao Hai riu. “Claro. Vai funcionar, com certeza. Mas a grama necessária será abundante. Devemos achatar a grama corretamente e usar muitas cordas para amarrá-la. As gramas na montanha não são muito resistentes, por isso não devem causar problemas durante a produção de um barco. Ok, Meg e Ju, vocês vão e tentarão isso com outras pessoas. Não se preocupem em estragar tudo. Há muita grama na montanha. Nós, com certeza, iremos fazer um depois de várias tentativas.”

Maylin não disse nada desde que Zhao Hai parecia tão confiante. Ela pensou: “Oh, bem. Fazer um barco custa apenas gramas e cordas. Não é grande coisa.”

Zhao Hai então disse: “Venha comigo para estudo, Meg. Eu vou desenhar para você a imagem de um barco de grama e você vai fazer um de acordo com isso.” Zhao Hai subiu as escadas depois de falar isso, com Meg o seguindo.

Zhao Hai desenhou a aparência de um barco de palha de acordo com suas próprias memórias. O conceito não foi muito complicado. A forma era como um sapato de ponta curva. A frente estava alta, enquanto atrás era plano e o fundo do navio era grosso.

Ele só tinha visto uma foto dele antes na internet, então o que quer que ele tenha esboçado só poderia ser usado como referência.

Ele entregou o rascunho finalizado para Meg e disse: “Eu me lembro mais ou menos da aparência do barco sendo assim. Basta fazer assim e ver se pode ser concluído. Está tudo bem se tentar algumas vezes.”

Meg assentiu com um som e foi embora com o esboço. Sem saber o que fazer, Zhao Hai olhou para os livros na estante com um brilho nos olhos.

Felizmente, apesar de Adam ser um playboy, ele era descendente de nobres. As palavras nos livros eram coisas que Adam sabia desde pequeno, então Zhao Hai também as conhecia.

Foi estranho quando ele pensou sobre isso. A língua falada aqui era em grande parte semelhante ao chinês, apenas com pequenas diferenças, mas a linguagem escrita aqui era outra questão. Se não fosse pelas memórias de Adam, ele seria um analfabeto, com certeza.

Zhao Hai não achou os livros muito úteis. Havia apenas notas aleatórias e alguns livros de história. Alguns deles eram obviamente livros militares, e alguns eram relacionados a magias e auras de batalha.

Zhao Hai leu um pouco de um livro de história, mas logo ficou tonto. Que tipo de livro de história era esse? É apenas uma mitologia/bíblia, enquanto as palavras eram obscuras e difíceis de entender.

Zhao Hai deixou o livro de história de lado após algumas páginas e, em seguida, pegou uma nota aleatória. Foi escrita muita bem, parecia como um diário de viagem de um viajante, com muitos detalhes do estilo de vida do continente e algumas lendas. Isso combinava com o gosto de Zhao Hai, o que o fez ler seriamente.

Maylin estava confusa por Zhao Hai não ter saído do escritório depois que Meg saiu. Ela foi até a porta e descobriu que a mesma não estava fechada. Zhao Hai estava lendo um livro com uma expressão muito séria.


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